A Polícia Federal (PF) cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, na manhã desta quarta-feira, 8 de julho de 2026. A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, com o objetivo de procurar armas, munições, acessórios e documentos de registro. De acordo com a defesa de Bolsonaro, nenhum armamento foi encontrado no local durante a ação policial.
Motivação da Operação
A diligência foi motivada por divergências sobre o paradeiro e o número de armas registradas em nome do ex-presidente.
Apreensão em Blitz:
Em junho, uma pistola Glock registrada em nome de Bolsonaro foi apreendida pela Polícia Militar do Distrito Federal com um de seus seguranças em uma blitz.
Ordem de Entrega:
Após o episódio, Moraes determinou que todo o arsenal do ex-presidente fosse entregue à PF.Incompatibilidade: O ministro declarou que a posse de armas é incompatível com a atual condição de Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar humanitária temporária.
Divergência de Dados:
A defesa informou que oito armas estavam sob a custódia do Exército e duas já haviam sido recolhidas. Contudo, o Exército comunicou ao STF que guardava apenas seis armas. Essa inconsistência levou à determinação da busca residencial.
Esclarecimento do Paradeiro do Arsenal
Após os novos esclarecimentos prestados pela defesa e pelas apurações das autoridades, a situação das 10 armas registradas ficou detalhada da seguinte forma:
6 armas estavam de fato no Exército e foram transferidas para a Polícia Federal (Pistola Taurus .380, Pistola Taurus .40, Fuzil Springfield, Espingarda Typhoon, Pistola Arex e Pistola SIG-Sauer).
2 armas (Fuzil Caracal e Pistola Caracal) já haviam sido recolhidas pela PF em 2023.1 pistola Glock permanece retida com a Polícia Civil do Distrito Federal devido à apreensão na blitz de junho.1 espingarda Maestro Arms calibre 12 encontra-se nas instalações de uma empresa importadora de produtos bélicos em Caxias do Sul (RS).
O advogado de Bolsonaro, João Henrique de Freitas, acompanhou as buscas — que duraram menos de uma hora — e criticou a ação nas redes sociais, classificando o episódio como "lamentável", sob o argumento de que o paradeiro dos itens já havia sido reportado previamente.
Da Redação N1